Sempre tive posições contrárias a existência de locais públicos de pegação, locais do tipo Autorama no Ibirapuera e Fazendinha no parque em Carapicuíba. Minha oposião se deve ao fato de sexo em locais públicos ser crime e a existência da homofobia na sociedade.Sinto-me extremamente impotente diante dos 13 assassinatos em Carapicuíba, tal caso mostra a ausência do poder público para o cidadão LGBT. Em entrevista a uma rede de televisão, uma munícipe de Carapicuíba disse que a falta de policiamento no parque é uma constante, o que nos dá margem para concluir que antes da homofobia do serial killer em questão, existe a homofobia por parte da SSP, por ter ciência do que estava ocorrendo há mais de um ano, e fazer vistas grossas do caso.
Do outro lado temos um grande grupo de militantes na Grande São Paulo, mas até o momento nenhum grupo se pronunciou levantando ações efetivas e cobrança de posicionamento diante dos casos. Muitos militantes estão ocupados em discussões sobre as personagens gays que invadiram as novelas no horário nobre, e deixarão essa discussão na ocasião em que a Rede Globo colocar uma personagem homofóbica que comete assassinato de homossexuais em série.A Parada Gay de Carapicuíba aconteceu no dia 31 de agosto, com o tema Homofobia Mata. Na ocasião foi denunciada a série de assassinatos que estava acontecendo no parque da cidade, mas nada foi feito. Atitudes só foram tomadas quando um novo delegado assumiu o distrito policial responsável pela região. Isso afirma o completo descaso do delegado anterior, e até nos da margem para acreditar que o assassino tem algum envolvimento com a polícia, e a mesma o acobertava de seus crimes.

























