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sexta-feira, 12 de abril de 2013

Feliciano e Joelma tentam fazer as "pazes" com o Movimento LGBT

Depois de tantas repercussões negativas, envolvendo o Deputado Marco Feliciano, acusado de homofobia e racismo e da cantora Joelma, após comparar gays com drogados, ambos tentam fazer as pazes com o Movimento LGBT.

Desde da pose de Feliciano, para a Presidência da Comissão de Direitos Humanos, o deputado não conseguiu dar andamento na pauta da Casa. O que para a Câmara de Deputados é uma situação muito séria, tendo em vista que todos os projetos que são votados em plenário tem que passar por todas as comissões, para depois voltar novamente para a votação em plenário. Com uma comissão parada, toda a Casa também para e se o Feliciano não resolver isso o quanto antes, sua saída é certa.

Defendo que o Movimento LGBT tem que se recusar em conversar com Feliciano. Não podemos negociar nossos direitos com homofóbicos, com parlamentares que não nos representam. Em entrevista para o Estadão, Feliciano diz que propôs um acordo com Tony Reis: "Eu falei: Toni, vamos conversar, vamos criar uma ponte, me coloquei à disposição deles. Ele falou que vai pensar em alguma coisa. Tomara que Deus o ilumine”, disse o pastor.

Quem tem que ser iluminado nessa questão é esse pastor que não representa nem os evangélico. Foram várias manifestações de lideranças evangélicas, pedindo a renuncia do parlamentar e afirmando que a super-exposição dos fatos vem atrapalhando muito o cotidiano das igrejas.

Já a cantora Joelma, que desde as suas declarações na Revista Época, vem sofrendo uma série de protestos,   chegou a postar um vídeo no Facebook, tentando esclarecer os fatos, mais os seus argumentos não foram convincentes e os protestos ficaram ainda mais fortes. "Não vou baixar minha cabeça, tirar minha alegria. Já esclareci. Meus amigos gays e fã clube ficaram a meu favor. Jamais tratei um gay mal, trato todos igual. Tirei uma lição disso de não tratar de coisas íntimas com quem não conheço. Minha consciência está tranquila, porque não fiz. Não vou pagar por uma coisa que eu não cometi", declarou Joelma, durante a gravação do programa do Roberto Justos, ao lado do marido Chimbinha.

Novamente a cantora Joelma, muito convicta do que disse na Revista Época, valida toda a sua declaração. Se comparar um gay com um drogado não é tratar mal um gay, perdi completamente os valores do bem e do mal. Joelma até tenta, mais falta humildade para dizer: Me desculpe, no calor do momento, dei uma declaração equivocada.

Avaliar toda essa situação é muito difícil. Acredito que o Movimento LGBT se fortaleceu com toda essa polêmica, inclusive com o fato da cantora Daniela Mercury 'sair do armário'. Nunca presenciei tantos apoios de personalidades ao Movimento LGBT. Foram vários artistas que vieram para a luta e se posicionaram contra Feliciano e Joelma Mendes. 

O Pastor Feliciano pode até ter uma votação expressiva nas próximas eleições, por outro lado, ele irá tirar votos dos seus correligionários. Acho pouco provável que um cidadão, fora do meio fundamentalista, venha apoiar um político tão caricato como Feliciano. Já a Joelma, ela terá que esperar o seu público esquecer suas declarações, assim como todos os que protestaram contra as declarações homofóbicas da cantora Claudia Leite também esqueceram.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Maurício Pestana completa 30 anos de Igualdade

A Secretaria do Estado da Cultura, por meio de sua Assessoria de Gêneros e Etnias (ACGE) promove a exposição “30 Anos de Igualdade e Lançamento da Série Mãe África do cartunista Maurício Pestana”.

Maurício Pestana é cartunista, escritor, publicitário e roteirista, seus trabalhos encantam não somente o Brasil, mas também o mundo. Há anos ele tem o compromisso com a cidadania e a igualdade de direitos. Pestana Faz parte do Conselho Deliberativo do Baobá – Fundo para Equidade Racial, além de ser Membro do Conselho Administrativo do Museu Afro Brasil e Presidir o Conselho Editorial da Revista Raça Brasil, atuando também como Diretor Executivo da mesma.

Pestana dedicou toda a sua carreira na luta pela igualdade racial. Destacar a arte, como forma de luta por Direitos é de fundamental importância. A arte tem o poder renovador, de tocar e transformar as pessoas. Os traços fortes da obra de Pestana, considerado por muitos agressivos, remete com muita maestria ao preconceito social, muitas das vezes exposto de forma velada, no silencio onde apenas o agressor e o agredido conseguem se comunicar. 

Completar 30 anos de história, na cultura, não é para qualquer um. Infelizmente no Brasil ainda deixamos muito a desejar nessa questão. Tenho plena convicção que foram 30 anos de glória, mais a luta nunca deixou de estar ao lado de Pestana. Desejo muito sucesso com a exposição e também gostaria de parabenizar pelo lançamento da coleção “Mãe África”. Educar as crianças é garantir uma sociedade mais aberta à diversidade e livre de preconceitos.

Coleção de Livros Mãe África

A coleção contém 6 livros infantis que abordam o contexto da África, como as lendas e mitos. O lançamento dos livros tem a proposta de trazer o universo cultural e a história africana para mais perto das crianças nas escolas, para que desde cedo elas aprendam a valorizar e entender a diversidade de culturas.

O objetivo de Pestana com os livros é promover a Lei nº 10.639 que estabelece que escolas apresentem a história e Cultura Afrobrasileira. 

Os títulos que compõem a coleção são: Rainha das Águas, Adorável Menina, Criador do Mundo, Caçador Popular, Menino Travesso e Valente Guerreiro. 

Serviço: 
30 Anos de Igualdade e Lançamento da Série Mãe África do cartunista Maurício Pestana 
Quando: 11 de Abril de 2013 
Onde: Casa das Rosas- Av. Paulista, 37 – Bela Vista – São Paulo 
Horário: 19h00

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Primeiro casamento tradicional entre gays na África do Sul

Dois homens se uniram numa cerimônia considerada o primeiro casamento tradicional africano entre gays. Tshepo Cameron Modisane e Thoba Calvin Sithol casaram na cidade de KwaDukuza, província de KwaZulu-Natal, na África do Sul.

Com cerca de 200 convidados, a cerimônia juntou características das tradições Zulu e Tswana, populações nativas do país africano. Os recém-casados, ambos com 27 anos, farão outra cerimônia, mais reservada, em Johannesburgo, no fim de 2013.

Os jovens agradecem o apoio das famílias, que os ajudaram a ser um casal num país e num continente tão conservador e contrário ao casamento de pessoas do mesmo sexo. Eles querem ter uma família e para isso usarão uma "barriga de aluguel".

“Ter uma família é importante para nós e essa é a principal razão para termos uma criança. Queremos que nossos filhos cresçam num ambiente saudável e que sejam amados por seus pais", disse Thoba, em entrevista ao jornal Mamba Online.

 

terça-feira, 9 de abril de 2013

Senador Aécio Neves se posiciona contra Marco Feliciano e se diz favorável ao casamento gay

Em entrevista publicada na Folha de S.Paulo deste domingo, 07, o senador Aécio Neves (PSDB/MG), se posicionou como candidato à Presidência da República, atacando a política macroeconômica de Dilma Rousseff e acusando a presidente de ser “leniente” com a inflação e de querer “até controlar o lucro de empresários”. 

A entrevista foi concedida na sexta-feira, 05, em um hotel em São Paulo, durante a qual o político fez criticas aos adversários e também uma autocrítica e uma crítica do PSDB sobre o desempenho dos tucanos na últimas três eleições presidenciais, quando foram derrotados pelo PT. 

Aécio Neves reconheceu, ainda, que seu partido perdeu a batalha para os petistas em torno da paternidade dos programas sociais e diz que o PSDB precisa se “renovar na expectativa das pessoas”. 

Ao jornal, o tucano declarou, ainda, ser a favor da união civil entre gays e afirmou que a polêmica em torno do pastor Feliciano (PSC/SP) “já foi longe demais”, classificando o congressista como “despreparado”. A seguir, alguns trechos da entrevista ocorrida em São Paulo, onde esteve para mais uma jornada ao lado do governador Geraldo Alckmin (PSDB). 

Folha – O que você acha da polêmica em torno do pastor Feliciano (PSC/SP), na Comissão de Direitos Humanos da Câmara? 

Aécio Neves – Eu acho que deixaram isso ir longe demais. Ele mostrou ser um sujeito totalmente despreparado, independentemente de suas convicções. Ele está fazendo um grande marketing pessoal, as pessoas não compreenderam isso ainda. Criaram um problema que agora vão ter de desatar. 

Folha – É a favor da união civil gay? 

Aécio Neves – Eu já me manifestei mais de uma vez. Sou a favor. É a realidade do mundo moderno, ninguém é contra a realidade do mundo. Isso já foi. Respeito quem tem posição divergente, lamento apenas que a pauta da Câmara esteja concentrada nisso. 

Folha – Na última eleição travou-se uma polêmica sobre o aborto. Qual sua posição? 

Aécio Neves – Defendo a atual legislação. 

O senador tocou pontos polêmicos e importantes, ainda, como o monitoramento e a crítica ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do Partido dos Trabalhadores, ao qual chamou de “falácia”. 

Aécio declarou ao jornal seu descontentamento com a reforma ministerial anunciada: “Alguém pode achar que essa chamada reforma ministerial em curso tem por objetivo melhorar a qualidade do governo? Ela sequer conhece essas pessoas que está colocando lá. Nem no período Sarney houve uma entrega tão grande dos espaços do poder sem qualquer critério.” 

Ele afirmou, também, que é uma “lenda urbana”, alimentada por seus inimigos, a acusação de ter feito “corpo mole” em seu Estado para a campanha do tucano José Serra à Presidência da República em 2010: “Ficarei muito satisfeito e tenho certeza de que terei em São Paulo o apoio que ele teve em Minas”, disse. 

Folha – Vários inimigos seus exploram seu estilo de vida, que gosta muito de ir ao Rio de Janeiro. 

Aécio Neves – Eu digo que se gostar do Rio for um defeito, é um defeito que cada dia aumenta um pouco (risos). E gosto de São Paulo também, viu. Olha, eu passei boa parte da minha infância e da adolescência no Rio, o que é absolutamente natural eu gostar de lá. 

Folha – E quanto à fama de bon-vivant? 

Aécio Neves – Não escondo o que sou, sou um homem do meu tempo, e tenho posições e clareza de minhas atitudes e quero ajudar o Brasil dar um salto de qualidade. E é isso que sou, disso que estou imbuído. Obviamente, quem se expõe num projeto como esse tem de estar preparado para as críticas. Eu as recebo há muito tempo, e os resultados das eleições que disputei estão aí. As pessoas estão preocupadas é com que o homem público pode fazer por elas. Olha, um homem como eu, que trabalha de oito da manhã às dez da noite, dizer que eu sou um bon-vivant, isso deixaria os que realmente são bon-vivant decepcionados. 

 Fonte: GayBrasil

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Marco Feliciano, em outra sessão de incontinência verbal, diz que Deus matou os Mamonas Assassinas

O Deputado Marco Feliciano (PSC-SP), Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, também atribui a morte do grupo Mamonas Assassina a uma interferência divida.

Ontem, foi divulgado um vídeo com o mesmo teor, onde o pastor diz que os três tiros primeiros tiros dados pelo assassino de John Lennon foram em nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo.

Somente quem estava dentro daquele avião pode falar sobre o que aconteceu. Entendo como uma fatalidade e um pecado afirmar que Deus ceifou tais vidas.

Além do Feliciano falar em nome dos evangélicos, ele também fala em nome de Deus. Atribuindo a Deus desastres e fatalidade. Colocando Deus como um grande pai que está sente ponto para punir e matar os seus filhos.

domingo, 7 de abril de 2013

Marco Feliciano ultrapassa todos os limites do bom senso e atribui morte de Jonh Lennon a vingança divida

O Pastor Marco Feliciano, Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, em mais uma sessão de incontinência verbal, atribuiu a morte de John Lennon a uma orquestração divina. 

Em uma pregação, o evangélico ele diz que o primeiro tiro dado em Lennon foi em nome do pai, o segundo em nome do filho e o terceiro em nome do espírito santo. Também declarou que gostaria de estar lá, no momento que descobriu o corpo, para dar essa declaração ao morto. 

Os seu fieis glorificam a morte do ex-beatles, validando o discurso do pastor, apregoando em Deus uma imagem negativa e assassina. Marco Feliciano não pode falar em nome de Deus. Sempre ouvi dizer que Deus é amoroso e misericordioso. 

Fico muito preocupado com essa nova vertente do cristianismo, que prega Deus como carrasco e que está pronto para descer sua grande mão sobre a sua criação e massacra-la. Gostaria de saber onde se encaixa o amor, tão atribuído a Deus, nessa pregação do pastor Feliciano.

Prefeito de Lins fala sobre Políticas Públicas LGBT e defende a saída de Marco Feliciano da CDHM

Estava na tensão da apuração do resultado das eleições, no Comitê do Vereador Floriano Pesaro, quando um amigo comentou que em Lins, município a 429 quilômetros de São Paulo, tinha sido eleito um Prefeito muito transversal que questão dos Direitos Humanos, em especial na defesa da população LGBT. Naquele momento comecei pesquisar quem era Edgar Souza.

Tomei as medidas inicias para quem quer acompanhar de perto o trabalho de um político. Comecei a segui-lo no Twitter e curti sua página no Facebook. Me chamou muito a atenção quando comecei a ver suas postagens e confirmei o que foi dito no inicio. Me orgulha em saber que Edgar faz parte do meu partido, da linha ideológica que eu acredito.

Convidei o prefeito para aprofundar alguns temas que estão em discussão na mídia nacional. Abordando a questão dos Direitos Humanos, avanços nas Políticas Públicas para a população LGBT, posicionamentos fundamentalistas de algumas figuras públicas e a rotina política na cidade de Lins. Confira na íntegra a entrevista:

Passageiro - Como foi que você ingressou na vida pública?

Edgar Souza - Meu ingresso na vida pública se deu muito cedo. Tenho uma militância desde minha adolescência na pastoral da juventude e nos movimentos populares e ali construí meu compromisso com a superação dessa sociedade, participando ativamente da construção de uma nova sociedade, mais humana, solidária, fraterna e igualitária . 

Participei do movimento estudantil, de movimento de bairro, mas sobremaneira foi a militância cristã que me impulsionou a entrar na política partidária e a disputar um mandato para levar adiante o sonho de sociedade que acredito. Dessa forma fui eleito aos 21 anos o vereador mais jovem da historia de minha cidade. Lins, no interior de São Paulo .

Passageiro - Comente um pouco sobre sua trajetória pelo PT, antes de ingressar no PSDB.

Edgar Souza - Quando adolescente, me simpatizava com o PT e com o PSDB, pelo compromisso com as causas humanas e libertárias. Acabei me filiando ao PT, pois como todo jovem, primeiro tinha que viver uma experiência na oposição. E naquele momento o PT estava muito mais próximo do movimento popular real do que o PSDB. Naquele momento é bom que se reafirme. Na minha cidade, o PT representava a real mudança política que sonhávamos. 

Tenho orgulho de minha historia dentro do PT, pois a vive com intensidade e sinceridade. Entretanto, com o passar do tempo, já não reconhecia mais o partido que eu entrei. As mudanças da cúpula foram brutais e envergonharam boa parte da militância. Batalhamos pela ética na política e depois veio o mensalão. Batalhamos por uma nova política, aí vieram as alianças promíscuas com Sarney, Renan, Collor e Maluf. Foi muito para mim. Saí do PT e fui para outros partidos, até finalmente ser convidado para ingressar no PSDB, onde estou muito feliz. 

Hoje, mais maduro politicamente, sei que temos diversos embates internos para que nosso partido seja de fato o Partido da Social Democracia Brasileira, mas creio que nesses últimos anos a agenda progressista, que sempre foi a marca indelével do PSDB, está sendo retomada com força e tenho gostado muito de participar desse processo. Na prática os governos do PSDB foram muito mais progressistas e populares - não populistas - do que os últimos governos, mesmo reconhecendo vários acertos e méritos neles também.

Passageiro - O nome da legenda que te elegeu prefeito de Lins, levou o nome “Lins Merece Muito Mais”. O que seria - qual o significado deste - esse muito mais?

Edgar Souza - Hoje tenho o desafio de ser o prefeito mais jovem e o primeiro tucano de Lins, mas sei que com as parceiras com os governos federal e estadual e com a experiência já acumulada nos governos tucanos, vamos fazer um grande governo.

Nossa cidade viveu nos últimos anos momentos de sofrimento e abandono, mas com algumas coisas boas. Usamos o lema "Lins merece muito mais" para expressar nosso desejo e compromisso com a superação daquele abandono e mesmo naquilo que era bem avaliado, sabemos que pode ir além, pode ser ainda melhor. Nosso povo é lutador e merece uma cidade com mais oportunidades e serviços públicos de melhor qualidade e mais que isso, uma cidade onde os governantes sejam de fato servidores públicos e que não se sirvam da cidade como acontecia no passado. Hoje, já começamos a construir um novo tempo para Lins.  

Passageiro - Como o Movimento LGBT tem se articulado com o Poder Público no município de Lins?

Edgar Souza - Nós não temos um movimento LGBT organizado em nossa cidade, mas temos um tradição progressista de parte da sociedade. Uma tradição de defesa de direitos humanos. Penso que isso nos ajuda. Hoje, mesmo tendo uma prefeitura com grandes limitações financeiras e uma cidade com muitas demandas, criei a Secretaria de Relações Institucionais, Participação e Parcerias, que está organizando diversos grupos da sociedade em suas pautas, em especial as chamadas minorias. Já estamos avançando na articulação dos movimento negro e já demos passos bem bacanas com os LGBT. 

Estamos nesses 3 meses na fase de organização e logo teremos nossa agenda específica. Mas como disse durante a posse: nosso governo tem profundo e total compromisso com a construção de uma cidade para todas e todos, combatendo toda forma de preconceito e discriminação e sendo um forte instrumento para a garantia de cidadania plena a todas as pessoas, independente de qualquer diferença de crença, raça, posicionamento político filosóficos, sexo, gênero ou identidade sexual. Sou social democrata e esse compromisso está em nosso DNA .

Passageiro -  Recentemente você se posicionou contrário ao Pr. Silas Malafaia, em seu Twitter, onde Malafaia comparava a Militância LGBT, com a Ditadura Militar. O que você pensa dos posicionamentos desses pastores neopentecostais em relação aos Direitos Civis LGBT?

Edgar Souza - Primeiramente penso ser importantíssimo não generalizarmos os evangélicos pentecostais. Esse senhor não representa todos os pentecostais. Ele adora se posar de representante deles, mas eles já deixaram claro que ele não representa a todos. Muitos deles apoiam a luta pelos direitos igualitários e a maior parte não está nem aí para essa discussão. 

Com relação as afirmações que ele faz, digo que são absurdas e não encontram respaldo nos evangelhos e tão pouco na fé cristã genuína. Ele gosta muito de falar em ditadura, mas faz de forma dissimulada, espalhando confusão. Tenta fazer as pessoas pensarem que o movimento LGBT quer impor relações e casamentos homoafetivos a todos, como se fossemos obrigar todos a casarem com pessoas do mesmo sexo. Ridículo no mínimo essa tentativa deles. 

O movimento LGBT e seus apoiadores e simpatizantes só querem que a democracia brasileira não seja de faz te conta, mas real. E não existe democracia real sem a garantia de todos os direitos iguais a todos os cidadãos. Isso é fundamento da democracia e elemento basilar de nossa constituição. Está lá , é só cumprir.

Passageiro - O PSC afirmou que a polêmica em relação ao Deputado Feliciano pode triplicar a votação dele nas próximas eleições. Você acredita que a legenda tem algum compromisso com os Direitos Humanos ou só mantêm Feliciano no cargo para se aproveitar da mídia que o caso está gerando?

Edgar Souza - Ao tentar impor suas convicções religiosas e filosóficas, seu modo de vida e costumes a todas as pessoas, independente delas professarem ou não suas crenças, eles sim flertam fortemente com o pensamento totalitário fundamentalista religioso. Ou seja uma ditadura teocrática. Ditadura é quando uma parte da sociedade - mesmo que seja a maioria - se impõe sobre o todo. Exigir direitos iguais não tem nada haver com ditadura, assim como a democracia não é apenas o governo da maioria, mas é muito mais do que isso. É a sociedade onde todas as pessoas são iguais em seus direitos e a maioria governa tendo amplo e pleno respeito as minorias. E respeito assim como democracia não permite variações . Ou se tem ou não. 

Negar direitos elementares é desrespeitoso, antidemocrático, segregacional e portanto na minha humilde avaliação chega ser uma infração, para não dizer crime. Além disso, sejamos sinceros, apenas pessoas inseguras com sua sexualidade se preocupam tanto com a sexualidade alheia. É deprimente uma liderança religiosa e lideranças políticas se preocuparem com a vida intima alheia e se mobilizarem contra os direitos de outros .

Não quero também generalizar com o PSC, pois não conheço seus integrantes. Mas o deputado Marco Feliciano com certeza não possui nenhum compromisso com a causa dos direitos humanos. Não sei se quer apenas mídia, pois até acho que eles pensam aquelas bobagens e agem absurdamente para travar o avanço dos direitos civis. Na história sempre existiram esses políticos. Tiveram os contrários ao fim da escravidão, os contrários a emancipação feminina, ao divórcio etc. Essa turma aí nada mais é que a herdeira das forças políticas mais atrasadas do país. 

Direitos Humanos, mais que uma luta, por sua história já se consolidou como um conceito. E esse senhor que está lá presidindo a comissão não tem nada haver com a história dos Direitos Humanos. Mais que um retrocesso é um descalabro e uma incoerência vê lo lá. Os militantes dos Direitos Humanos não podem se acovardar e nem parar de enfrenta-los, pois se deixarmos depois dos ataques aos Direitos LGBT, eles vão buscar caçar a liberdade de culto, o direito de opinião livre e assim por diante até instalarem eles sim um estado totalitário ditatorial. Todas as pessoas que apreciam a liberdade precisam se colocar contra as ações desse grupo extremista. A liberdade é alma da democracia. Tenho certeza que logo teremos excelentes resultados nessa discussão toda e vamos recuperar a Comissão de Direitos Humanos para os que com ela tem afinidade real.

Passageiro - São Paulo tem sido um grande precursor na questão de garantias de Direitos para a população LGBT. Temos legislação estadual que pune a homofobia, Coordenadorias em âmbito Estadual e Municipais e apoio a maior Parada LGBT do Mundo. Ao que devemos atribuir tantos avanços no nosso Estado, enquanto a garantia de Direitos no âmbito Federal deixa muito a desejar?

Edgar Souza - São Paulo é um estado cosmopolita e aberto ao mundo. Temos aqui as forças mais progressistas bem organizadas e estruturadas. Além disso, apostamos a muito tempo no avanço educacional e na construção de um país mais livre. Isso tem reflexo nessas causas. Sem falar que desde 1995 temos conquistados sucessivos governos democráticos com o PSDB. A agenda dos governos tucanos é a agenda da social democracia. Isso é, a agenda da igualdade de direitos e superação das segregações de qualquer espécie. 

Tanto o saudoso Mário Covas, José Serra e principalmente o governador Geraldo Alckmin não se escondem desse tema e assumiram de verdade políticas de promoção da igualdade e respeito a comunidade LGBT. Temos muito a avançar, mas é indiscutível que em são Paulo essas medidas são reais e não apenas propaganda. Não podemos permitir, como no cenário nacional, que direitos fundamentais de cidadãos sejam trocados por tempos de TV na propaganda eleitoral ou votos no legislativo . 

Passageiro - Como é a rotina de um prefeito tão jovem? Em meio há tantos compromissos políticos, sobra tempo para se divertir? 

Edgar Souza - De fato a agenda é bastante intensa e puxada. Mas vivo a política com paixão, convicção. Não canso de viver esse trabalho de melhorar a vida das pessoas, principalmente das que mais precisam. Mas sempre sobra um tempinho também para uma diversão, sim. Pouco, mas sobra vez ou outra.

sábado, 6 de abril de 2013

Daniela Mercury grava depoimento falando sobre o seu relacionamento homoafetivo

Daniela Mercury conta que não esperava ter atrações por pessoas do mesmo sexo, mas que isso já ocorria há alguns anos. “Isso não aconteceu agora. Aconteceu há alguns anos atrás e foi uma surpresa para mim. Eu não paquerava mulheres nem tinha pensado que algum dia ia me sentir atraída por uma mulher”, conta.

"Vivi alguns relacionamentos com mulheres, mas rapidamente, e, quando isso se tornou algo importante a ponto de se tornar uma relação de esposa, eu achei que isso tinha que ser claro", comenta.

Na família, as reações foram positivas, diz a artista. Ela lembra as palavras do pai, quando soube da notícia de relacionamento com Malu nas redes sociais. “Você, minha filha, sempre me surpreende. Tenho muito orgulho de você, você sempre me traz surpresas. Você sempre me faz abrir algum horizonte que eu não estava esperando aprender nessa vida”, conta.

Também os filhos aceitaram bem a mudança na vida da mãe. “Tudo sempre foi muito claro na minha vida e eles sabiam que eu tinha tido relações antes com outras mulheres”

Apesar de estar em viagem para a turnê, a cantora acompanhou as notícias sobre sua decisão não apenas no Brasil, como em vários outros países. Ela também cita a grande repercussão nas redes sociais. "O número de curtições no Instagram foi completamente fora do normal, com 11 mil novos seguidores no mesmo dia. A gente ficou acompanhando se as pessoas tinham entendido que era um ato de dignidade”. Daniela diz que as repercussões negativas não chegaram até ela.

Sendo uma ativista social, a artista afirma que poderá se engajar em campanhas pelos direitos LGBT, mas que a revelação para fãs e todo o restante da sociedade representa um ato de libertação pessoal. 

“Talvez me tornando um ícone de afirmação desse direito, eu naturalmente vou ser convidada a fazer algumas ações em defesa desses direitos. Estar fazendo o que nós estamos fazendo, saindo na rua com dignidade, uma do lado da outra, podendo não ter dúvidas de que somos casadas, está sendo um ato político equivalente a muitos outros momentos da história, como queimar sutiãs e se assumir divorciadas", afirma.

Documentários LGBT serão apresentados no Festival Baixo Centro

O Festival Baixo Centro entra na sua segunda edição. A programação faz parte de uma iniciativa coletiva organizada em sites e redes sociais, para promover eventos culturais gratuitos na região.

O evento, realizado pela primeira vez em 2012, não tem apoio financeiro da Prefeitura, de empresas privadas tampouco leis de incentivo.

As ruas dos bairros de Santa Cecília, Barra Funda, Campos Elíseos, Vila Buarque e Luz serão “ocupadas”, como definem os organizadores no site do projeto, com música, artes plásticas, dança e teatro.

As atrações foram planejadas com um custo estimado em 62 mil, arrecadados via financiamento coletivo. Na segunda-feira (1), a meta foi batida e, logo depois, superada. Os organizadores conseguiram R$72, 590 para viabilizar a estrutura da vasta programação. Cotas variadas foram disponibilizadas no site catarse. O contribuinte ganhava brindes estipulados conforme os valores doados. 

Também serão apresentados os curtas LGBT "Truque e "Quem tem medo de Cris Negão". A programação LGBT acontece no dia 07/04, a partir das 19 horas, em cima do Minhocão.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Quanto vale o diploma de Direitos Humanos do Marco Feliciano?

Hoje, o pastor homofóbico e racista, ostentou o que para ele foi a mais alta condecoração dos Direitos Humanos. Quando vi uma movimentação no twitter, pensei que era algo sério, de muito prestigio. Feliciano postou no twitter a mensagem: “Fiquei emocionado ao ser homenageado pela Federação Brasileira de Defesa dos Direitos Humanos,. A Deus toda glória!”. Tal Federação fica em Salvador. Reparem que a Federação, de tanto prestigio, errou até o nome do deputado.


O Órgão é presidido pelo Dr. Eliseu Fagundes Rosa, que já passou pela cidade de Itamaraju, também no Estado da Bahia. Na cidade do interior baiano, Eliseu era presidente do "Conselho Nacional de Defesa dos Direitos Humanos" e se intitulava como membro de vários órgãos de Defesa dos Direitos Humanos, fato que o levou a ter prestigio diante de Delegacias, órgãos policiais e judiciais.

Eliseu também atuava como pastor na cidade, mas teve que fugir quando foi denunciado por estuprar um adolescente. A população revoltada, ateou foto no carro dele.

O Presidente da Federação, que homenageou Feliciano, também responde processo no Ministério Público por estelionato e falsificação de sinal público. Parabéns Marco Feliciano. Você pode trocar esse diploma, por um rolo de papel-higiênico.