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terça-feira, 16 de abril de 2013

Simpósio Estadual de Literatura LGBT

Entre os dias 26 e 29 de maio de 2013 será realizado o 1º Simpósio Estadual de Literatura LGBT - SIMEL LGBT, organizado pela Assessoria de Cultura para Gêneros e Etnias da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo em parceria com o Programa USP - Diversidade da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da Universidade de São Paulo. O Simpósio terá como tema principal "As personagens LGBT e sua construção estética na Literatura Brasileira" e contará com dezenas de comunicações, palestras, atividades artísticas e culturais.

A atividade conta, também, com o apoio institucional da Coordenação Estadual de Políticas para a Diversidade Sexual, da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, e da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.

Apresentação: Porque uma Literatura LGBT? 

Parafraseando Roland Barthes, a literatura é a institucionalização da subjetividade. O poeta, contista, novelista ou romancista cala no exercício da escrita o seu colocar-se no mundo e, nessa presença silenciosa da escrita, os valores ideológicos e políticos se manifestam por meio dos procedimentos composicionais que revelam um mundo ficcional performativo com o qual o leitor se identifica e tenciona no ato da leitura. São políticos e ideológicos também o campo do desejo e da sexualidade os quais se tornam campo neutro no acordo da leitura entre autor e leitor. Essa neutralização dos desejos e da sexualidade é, em nossa sociedade heteronormativa, a naturalização do que se aceita como norma, isto é, não se evidenciam os desejos ou as identidades das personagens desde que estejam adequadas a uma determinada norma. Com isso, a obra de ficção pode arvorar-se universal à medida que pressupõe identidades (sejam raciais ou de gênero) dominantes? Tal questionamento pode ajudar-nos a compreender a importância da especificação de uma literatura LGBT quando nos dispomos a questionar esses pressupostos.

Os Estudos Culturais tem feito esse exercício de colocar em questão esses pressupostos que marcam a literatura canônica ao se debruçar nas chamadas literaturas homoeróticas. Contudo, destacamos duas observações: a primeira de cunho terminológico e a segunda, conceitual.

O movimento LGBT no Brasil e no Mundo ampliou o termo homossexual para as siglas que compreendam tanto as diferentes orientações sexuais, quanto as identidades de gênero. Acompanhando tal discussão, referir-se à literatura homoerótica ou homossexual é restringir-se à orientação sexual, negligenciando obras de ficção que tematizam as experiências de travestis e transexuais. Por isso, buscamos tratar de uma literatura LGBT que possa contemplar tanto obras de ficção que tratem das orientações sexuais, como também das diferentes expressões de gêneros. Para tanto, interessa-nos debater neste Simpósio as literaturas de ficção LGBT.

A segunda observação, de cunho conceitual, refere-se à compreensão da literatura. Para tanto, serve-nos a observação de Antonio Candido em O direito à literatura:

"A função da literatura está ligada à complexidade de sua natureza, que explica inclusive o seu papel contraditório mas humanizador (talvez humanizador porque contraditório). Analisando-a, podemos distinguir pelo menos três faces: ela é uma construção de objetos autônomos como estrutura e significado; ela é uma forma de expressão, isto é, manifesta emoções e a visão de mundo dos indivíduos e dos grupos; ela é uma forma de conhecimento, inclusive como incorporação difusa e inconsciente. (...) Uma sociedade justa pressupõe o respeito dos direitos humanos, e a fruição da arte e da literatura em todas as modalidades e em todos os níveis é um direito inalienável".

Aborda-la apenas em seu aspecto temático é perder a particularidade que a diferencia de outras áreas de saber. Não se deve compreender a literatura apenas como um meio de expressão dos pensamentos e da visão de mundo do autor sem condenar de imediato a especificidade literária e atribuir-lhe papel secundário. Como observa Tzvetan Todorov, o que é dito na literatura torna-se tão importante quanto o "como" se diz. Desse modo, a abordagem do texto literário tanto na leitura quanto na sua elaboração passa pelas três fases apontadas acima por Candido: construção de objetos autônomos como estrutura e significado, forma de expressão que manifesta emoções e visão de mundo e forma de conhecimento como incorporação difusa e inconsciente. Nesse sentido, tratar da tematização das expressões afetivas e de gênero das personagens sem atentar-se para a sua especificidade composicional é relega-la às outras áreas de saber.

O desafio posto e que se busca enfrentar neste Simpósio deve-se, então, a dois aspectos: desnaturalizar os pressupostos consagrados pela crítica literária nas obras de ficção, isto é, romper este acordo entre autor e leitor, tornando-o incômodo no exercício de leitura; mas fazendo-o dentro dos instrumentais teóricos acumulados pela crítica literária sobretudo a partir do estruturalismo francês. Obviamente, não significa reproduzi-los acriticamente, pois nem rompimento se efetiva sem o exercício de desconstrução e ressignificação desses instrumentais teóricos. Pode parecer tarefa impossível, mas que para abandonar o prefixo é preciso o primeiro passo.

Inscrições para comunicação 

As pessoas interessadas em participar das sessões de comunicações devem enviar um resumo expandido (de 50 a 70 linhas, em fonte Times New Roman, tamanho 12, entrelinha simples) para o e-mail generos.etnias@sp.gov.br, com a sugestão temática a ser abordada, contendo título, nome do autor (sendo dois autores o número máximo permitido por comunicação), instituição de ensino (ou orientador, caso desejar, no caso de discentes de graduação), endereço completo e número de telefone. Na mensagem de envio deve-se escrever "Submissão de resumo". Todos os resumos expandidos serão avaliados pela Comissão Organizadora do evento e a data limite para as propostas de comunicação via e-mail será o dia 10 de maio de 2013. Os resultados serão divulgados no dia 20 de maio de 2013. Os resumos expandidos devem adequar-se às seguintes linhas temáticas:

1 - A construção das personagens LGBT na Literatura Brasileira: Sendo a principal linha temática do Simpósio, as comunicações devem compreender análises das mais diferentes manifestações literárias escritas por autoras e autores brasileiros que tratem de personagens identificadas textualmente como LGBT ou que explore a nuança entre a indefinição tanto da expressão de gênero quanto a do desejo.

2 - Personagens LGBT em obras ficcionais estrangeiras: as comunicações podem tratar de obras de ficção de escritoras/es estrangeir@s cujo tema aborde personagens LGBT.

3 - Concepções sobre literatura LGBT: Comunicações que problematizem os aspectos conceituais da especificação tanto na abordagem temática quanto nos procedimentos técnico-estéticos de uma literatura LGBT.

Para efeitos de inscrição no Simpósio, serão priorizadas as que forem apresentar comunicações, estudantes de graduação ou pós-graduação da área de Letras ou de escritores e escritoras que já tenham obras publicadas que quiserem participar como ouvintes.

Para participar como ouvinte, deverá encaminhar inscrição até o dia 22 de maio no e-mail generos.etnias@sp.gov.br. Na mensagem de envio deve-se escrever "Ouvinte". No caso de estudante, deverá encaminhar comprovante institucional de matrícula e, no caso de escritor@s, deverá indicar no corpo de e-mail a obra de sua autoria já publicada.

A inscrição será gratuita e garantirá às pessoas participantes hospedagem, translado hotel/USP/hotel e material do Simpósio, no número máximo de 100 inscrições.

Serviço:

I Simpósio Literatura e Diversidade
De 26 a 29 de maio de 2013
Local: Auditório Lupe Cotrin da ECA-USP Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443, Cidade Universitária Horário: das 10:00 às 18:00

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Pai do vocalista dos Mamonas Assassinas pretende processar o Deputado Marco Feliciano

O pai do vocalista Dinho, da banda Mamonas Assassina, pretende processar o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) por ter afirmado que o acidente aéreo que provocou a morte dos integrantes do grupo, em 1996, foi uma espécie de castigo divino. "Ele não pode falar isso porque não tem como provar. Como meu filho não está aqui para se defender, eu tenho de fazer isso" disse Hildebrando Alves. 

O advogado do pai de Dinho, Nilson Moreira, pretende ingressar com ações na esfera criminal, por calúnia e difamação, e na esfera cível com pedido de indenização. Ainda não se sabe o valor que será pedido. O advogado ainda vai estudar em que instância entrará com as ações, já que Feliciano possui foro privilegiado por ser deputado. A ação criminal teria que ser impetrada no Supremo Tribunal Federal (STF). 

Na semana passada, circulou na internet um vídeo de um culto de 2005, na cidade de Camboriú, em Santa Catarina, em que Feliciano diz: — O avião estava no céu, região do ministro do juízo de Deus. Ao invés de virar para um lado, o manche tocou pro outro. Um anjo pôs o dedo no manche, e Deus fulminou aqueles que tentaram colocar palavras torpes na boca das nossas crianças. 

No mesmo culto, o pastor afirma ainda que Dinho era evangélico e "se vendeu ao diabo pelo vil dinheiro" e conseguiu assim fazer com que a banda vendesse 1,5 milhão de CDs. "Ele foi muito infeliz no que falou" acusou o pai de Dinho. Ainda no culto, Feliciano relaciona o assassinato do ex-beatle John Lennon a um suposto deboche sobre Deus e diz "Eu queria estar lá quando descobriram o corpo dele. Ia tirar o pano de cima e dizer: me perdoe, John, mas esse primeiro tiro é em nome do Pai, esse é em nome do Filho, e esse, em nome do Espírito Santo". Na verdade, Lenon foi morto com cinco tiros. 

O pai nega que Dinho fosse evangélico. Ele diz que a sua esposa e mãe do cantor, sim, é frequentadora da Assembleia de Deus. Ela inclusive está em Israel em uma viagem de peregrinação. Feliciano criou e preside a Igreja Tempo do Avivamento, que é um ministério da Assembleia de Deus. O advogado do pai do vocalista também pretende procurar os familiares dos outros quatro integrantes da banda que para que façam parte das ações. 

domingo, 14 de abril de 2013

Em uma curiosa e positiva inversão de valores, a comédia "G.B.F - Gay Best Friend" retrata o outing de um adolescente

Dirigido por Darren Stein, Gay Best Friend é uma comédia prevista para ser lançado no segundo semestre de 2013. O enredo do filme é ambientado em um colégio dos 80/90 e conta a história de dois gays, no armário, que precisam melhorar o status social e para isso tentam se tornar melhores amigos das garotas mais populares da escola.

Com personagens clichês, o vídeo mostra uma curiosa e positiva inversão de valores. Em vez de virar alvo de bullying, o "Gay Best Friend" se torna o centro de uma disputa de popularidade, já que todas as garotas querem estar próximo dele. O dilema se centra na escolha do novo status de celebridade escolar e seus antigos amigos. O longa-metragem terá sua première mundial em 19 de abril no Festival de Tribeca e ainda não tem previsão de estreia.

sábado, 13 de abril de 2013

Floriano Pesaro comemora aniversário em Clube Gay

Floriano Pesaro, líder da bancada do PSDB, comemora seus 45 anos no Clube Glória, tradicional Clube Gay Paulistano. A festa está marcada para esse domingo (14) e conta com a participação do DJ André Pomba, que assume as "pickups" às 21 horas, com promessa de ser o ponto alto da festa.

Em declaração a Revista Veja, Floriano anuncia “vou tocar As Frenéticas e Edson Cordeiro, meus artistas preferidos” e destaca “sou baladeiro desde sempre e não tenho nenhum preconceito”.

O vereador pediu presente e por uma boa causa. Na entrada da festa haverá coletores da "Campanha do Agasalho", com toda a doação sendo revertida para obras sociais.

Floriano tem se inclinado muito em seu mandato na questão dos Direitos Humanos, colocando pautas importantes na Câmara Municipal de São Paulo. Recentemente, o vereador apresentou um projeto de lei muito abrangente na questão de garantias de direitos e resgate da cidadania LGBT. Trata-se de um Plano de Enfrentamento a Homofobia, com propostas elaboradas pela sociedade civil, na ocasião da II Conferência Municipal LGBT de São Paulo.

A Drag Dindry Buck, não esconde de ninguém que é Florianete de carteirinha e deixa um recado para o vereador, desejando a ele "toda felicidade do mundo. Obrigada por estar representando tão bem a população paulistana (prova disso é seu segundo mandato como vereador). Feliz por você compartilhar esse momento junto a comunidade LGBT paulistana (afinal a festa será no Clube Glória), isso só reafirma seu compromisso pela construção de uma sociedade em que todos possam se respeitar e viver em harmonia. Você por ser judeu e saber o quanto dói o preconceito sabe o quanto nós LGBT temos que lutar e o que estamos passando ultimamente a nível nacional. O aniversário é seu, mas sinto como que ganhando um presente. Obrigada por tudo. Felicidades sempre! Força, coragem e Saúde!".

Também desejo ao vereador toda a felicidade do Mundo. Tenho acompanhado diariamente a rotina parlamentar do Floriano desde meados do ano passado, já conhecia a sua atuação e tive uma aproximação maior na articulação do veto do "Dia do Orgulho Hétero", ocasião que o vereador convidou a Comunidade LGBT para uma audiência pública e articulou o veto com o Prefeito Gilberto Kassab. Como militante LGBT, também me sindo presenteado e orgulhoso por ter em São Paulo um vereador como o Floriano Pesaro.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Feliciano e Joelma tentam fazer as "pazes" com o Movimento LGBT

Depois de tantas repercussões negativas, envolvendo o Deputado Marco Feliciano, acusado de homofobia e racismo e da cantora Joelma, após comparar gays com drogados, ambos tentam fazer as pazes com o Movimento LGBT.

Desde da pose de Feliciano, para a Presidência da Comissão de Direitos Humanos, o deputado não conseguiu dar andamento na pauta da Casa. O que para a Câmara de Deputados é uma situação muito séria, tendo em vista que todos os projetos que são votados em plenário tem que passar por todas as comissões, para depois voltar novamente para a votação em plenário. Com uma comissão parada, toda a Casa também para e se o Feliciano não resolver isso o quanto antes, sua saída é certa.

Defendo que o Movimento LGBT tem que se recusar em conversar com Feliciano. Não podemos negociar nossos direitos com homofóbicos, com parlamentares que não nos representam. Em entrevista para o Estadão, Feliciano diz que propôs um acordo com Tony Reis: "Eu falei: Toni, vamos conversar, vamos criar uma ponte, me coloquei à disposição deles. Ele falou que vai pensar em alguma coisa. Tomara que Deus o ilumine”, disse o pastor.

Quem tem que ser iluminado nessa questão é esse pastor que não representa nem os evangélico. Foram várias manifestações de lideranças evangélicas, pedindo a renuncia do parlamentar e afirmando que a super-exposição dos fatos vem atrapalhando muito o cotidiano das igrejas.

Já a cantora Joelma, que desde as suas declarações na Revista Época, vem sofrendo uma série de protestos,   chegou a postar um vídeo no Facebook, tentando esclarecer os fatos, mais os seus argumentos não foram convincentes e os protestos ficaram ainda mais fortes. "Não vou baixar minha cabeça, tirar minha alegria. Já esclareci. Meus amigos gays e fã clube ficaram a meu favor. Jamais tratei um gay mal, trato todos igual. Tirei uma lição disso de não tratar de coisas íntimas com quem não conheço. Minha consciência está tranquila, porque não fiz. Não vou pagar por uma coisa que eu não cometi", declarou Joelma, durante a gravação do programa do Roberto Justos, ao lado do marido Chimbinha.

Novamente a cantora Joelma, muito convicta do que disse na Revista Época, valida toda a sua declaração. Se comparar um gay com um drogado não é tratar mal um gay, perdi completamente os valores do bem e do mal. Joelma até tenta, mais falta humildade para dizer: Me desculpe, no calor do momento, dei uma declaração equivocada.

Avaliar toda essa situação é muito difícil. Acredito que o Movimento LGBT se fortaleceu com toda essa polêmica, inclusive com o fato da cantora Daniela Mercury 'sair do armário'. Nunca presenciei tantos apoios de personalidades ao Movimento LGBT. Foram vários artistas que vieram para a luta e se posicionaram contra Feliciano e Joelma Mendes. 

O Pastor Feliciano pode até ter uma votação expressiva nas próximas eleições, por outro lado, ele irá tirar votos dos seus correligionários. Acho pouco provável que um cidadão, fora do meio fundamentalista, venha apoiar um político tão caricato como Feliciano. Já a Joelma, ela terá que esperar o seu público esquecer suas declarações, assim como todos os que protestaram contra as declarações homofóbicas da cantora Claudia Leite também esqueceram.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Maurício Pestana completa 30 anos de Igualdade

A Secretaria do Estado da Cultura, por meio de sua Assessoria de Gêneros e Etnias (ACGE) promove a exposição “30 Anos de Igualdade e Lançamento da Série Mãe África do cartunista Maurício Pestana”.

Maurício Pestana é cartunista, escritor, publicitário e roteirista, seus trabalhos encantam não somente o Brasil, mas também o mundo. Há anos ele tem o compromisso com a cidadania e a igualdade de direitos. Pestana Faz parte do Conselho Deliberativo do Baobá – Fundo para Equidade Racial, além de ser Membro do Conselho Administrativo do Museu Afro Brasil e Presidir o Conselho Editorial da Revista Raça Brasil, atuando também como Diretor Executivo da mesma.

Pestana dedicou toda a sua carreira na luta pela igualdade racial. Destacar a arte, como forma de luta por Direitos é de fundamental importância. A arte tem o poder renovador, de tocar e transformar as pessoas. Os traços fortes da obra de Pestana, considerado por muitos agressivos, remete com muita maestria ao preconceito social, muitas das vezes exposto de forma velada, no silencio onde apenas o agressor e o agredido conseguem se comunicar. 

Completar 30 anos de história, na cultura, não é para qualquer um. Infelizmente no Brasil ainda deixamos muito a desejar nessa questão. Tenho plena convicção que foram 30 anos de glória, mais a luta nunca deixou de estar ao lado de Pestana. Desejo muito sucesso com a exposição e também gostaria de parabenizar pelo lançamento da coleção “Mãe África”. Educar as crianças é garantir uma sociedade mais aberta à diversidade e livre de preconceitos.

Coleção de Livros Mãe África

A coleção contém 6 livros infantis que abordam o contexto da África, como as lendas e mitos. O lançamento dos livros tem a proposta de trazer o universo cultural e a história africana para mais perto das crianças nas escolas, para que desde cedo elas aprendam a valorizar e entender a diversidade de culturas.

O objetivo de Pestana com os livros é promover a Lei nº 10.639 que estabelece que escolas apresentem a história e Cultura Afrobrasileira. 

Os títulos que compõem a coleção são: Rainha das Águas, Adorável Menina, Criador do Mundo, Caçador Popular, Menino Travesso e Valente Guerreiro. 

Serviço: 
30 Anos de Igualdade e Lançamento da Série Mãe África do cartunista Maurício Pestana 
Quando: 11 de Abril de 2013 
Onde: Casa das Rosas- Av. Paulista, 37 – Bela Vista – São Paulo 
Horário: 19h00

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Primeiro casamento tradicional entre gays na África do Sul

Dois homens se uniram numa cerimônia considerada o primeiro casamento tradicional africano entre gays. Tshepo Cameron Modisane e Thoba Calvin Sithol casaram na cidade de KwaDukuza, província de KwaZulu-Natal, na África do Sul.

Com cerca de 200 convidados, a cerimônia juntou características das tradições Zulu e Tswana, populações nativas do país africano. Os recém-casados, ambos com 27 anos, farão outra cerimônia, mais reservada, em Johannesburgo, no fim de 2013.

Os jovens agradecem o apoio das famílias, que os ajudaram a ser um casal num país e num continente tão conservador e contrário ao casamento de pessoas do mesmo sexo. Eles querem ter uma família e para isso usarão uma "barriga de aluguel".

“Ter uma família é importante para nós e essa é a principal razão para termos uma criança. Queremos que nossos filhos cresçam num ambiente saudável e que sejam amados por seus pais", disse Thoba, em entrevista ao jornal Mamba Online.

 

terça-feira, 9 de abril de 2013

Senador Aécio Neves se posiciona contra Marco Feliciano e se diz favorável ao casamento gay

Em entrevista publicada na Folha de S.Paulo deste domingo, 07, o senador Aécio Neves (PSDB/MG), se posicionou como candidato à Presidência da República, atacando a política macroeconômica de Dilma Rousseff e acusando a presidente de ser “leniente” com a inflação e de querer “até controlar o lucro de empresários”. 

A entrevista foi concedida na sexta-feira, 05, em um hotel em São Paulo, durante a qual o político fez criticas aos adversários e também uma autocrítica e uma crítica do PSDB sobre o desempenho dos tucanos na últimas três eleições presidenciais, quando foram derrotados pelo PT. 

Aécio Neves reconheceu, ainda, que seu partido perdeu a batalha para os petistas em torno da paternidade dos programas sociais e diz que o PSDB precisa se “renovar na expectativa das pessoas”. 

Ao jornal, o tucano declarou, ainda, ser a favor da união civil entre gays e afirmou que a polêmica em torno do pastor Feliciano (PSC/SP) “já foi longe demais”, classificando o congressista como “despreparado”. A seguir, alguns trechos da entrevista ocorrida em São Paulo, onde esteve para mais uma jornada ao lado do governador Geraldo Alckmin (PSDB). 

Folha – O que você acha da polêmica em torno do pastor Feliciano (PSC/SP), na Comissão de Direitos Humanos da Câmara? 

Aécio Neves – Eu acho que deixaram isso ir longe demais. Ele mostrou ser um sujeito totalmente despreparado, independentemente de suas convicções. Ele está fazendo um grande marketing pessoal, as pessoas não compreenderam isso ainda. Criaram um problema que agora vão ter de desatar. 

Folha – É a favor da união civil gay? 

Aécio Neves – Eu já me manifestei mais de uma vez. Sou a favor. É a realidade do mundo moderno, ninguém é contra a realidade do mundo. Isso já foi. Respeito quem tem posição divergente, lamento apenas que a pauta da Câmara esteja concentrada nisso. 

Folha – Na última eleição travou-se uma polêmica sobre o aborto. Qual sua posição? 

Aécio Neves – Defendo a atual legislação. 

O senador tocou pontos polêmicos e importantes, ainda, como o monitoramento e a crítica ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do Partido dos Trabalhadores, ao qual chamou de “falácia”. 

Aécio declarou ao jornal seu descontentamento com a reforma ministerial anunciada: “Alguém pode achar que essa chamada reforma ministerial em curso tem por objetivo melhorar a qualidade do governo? Ela sequer conhece essas pessoas que está colocando lá. Nem no período Sarney houve uma entrega tão grande dos espaços do poder sem qualquer critério.” 

Ele afirmou, também, que é uma “lenda urbana”, alimentada por seus inimigos, a acusação de ter feito “corpo mole” em seu Estado para a campanha do tucano José Serra à Presidência da República em 2010: “Ficarei muito satisfeito e tenho certeza de que terei em São Paulo o apoio que ele teve em Minas”, disse. 

Folha – Vários inimigos seus exploram seu estilo de vida, que gosta muito de ir ao Rio de Janeiro. 

Aécio Neves – Eu digo que se gostar do Rio for um defeito, é um defeito que cada dia aumenta um pouco (risos). E gosto de São Paulo também, viu. Olha, eu passei boa parte da minha infância e da adolescência no Rio, o que é absolutamente natural eu gostar de lá. 

Folha – E quanto à fama de bon-vivant? 

Aécio Neves – Não escondo o que sou, sou um homem do meu tempo, e tenho posições e clareza de minhas atitudes e quero ajudar o Brasil dar um salto de qualidade. E é isso que sou, disso que estou imbuído. Obviamente, quem se expõe num projeto como esse tem de estar preparado para as críticas. Eu as recebo há muito tempo, e os resultados das eleições que disputei estão aí. As pessoas estão preocupadas é com que o homem público pode fazer por elas. Olha, um homem como eu, que trabalha de oito da manhã às dez da noite, dizer que eu sou um bon-vivant, isso deixaria os que realmente são bon-vivant decepcionados. 

 Fonte: GayBrasil

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Marco Feliciano, em outra sessão de incontinência verbal, diz que Deus matou os Mamonas Assassinas

O Deputado Marco Feliciano (PSC-SP), Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, também atribui a morte do grupo Mamonas Assassina a uma interferência divida.

Ontem, foi divulgado um vídeo com o mesmo teor, onde o pastor diz que os três tiros primeiros tiros dados pelo assassino de John Lennon foram em nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo.

Somente quem estava dentro daquele avião pode falar sobre o que aconteceu. Entendo como uma fatalidade e um pecado afirmar que Deus ceifou tais vidas.

Além do Feliciano falar em nome dos evangélicos, ele também fala em nome de Deus. Atribuindo a Deus desastres e fatalidade. Colocando Deus como um grande pai que está sente ponto para punir e matar os seus filhos.

domingo, 7 de abril de 2013

Marco Feliciano ultrapassa todos os limites do bom senso e atribui morte de Jonh Lennon a vingança divida

O Pastor Marco Feliciano, Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, em mais uma sessão de incontinência verbal, atribuiu a morte de John Lennon a uma orquestração divina. 

Em uma pregação, o evangélico ele diz que o primeiro tiro dado em Lennon foi em nome do pai, o segundo em nome do filho e o terceiro em nome do espírito santo. Também declarou que gostaria de estar lá, no momento que descobriu o corpo, para dar essa declaração ao morto. 

Os seu fieis glorificam a morte do ex-beatles, validando o discurso do pastor, apregoando em Deus uma imagem negativa e assassina. Marco Feliciano não pode falar em nome de Deus. Sempre ouvi dizer que Deus é amoroso e misericordioso. 

Fico muito preocupado com essa nova vertente do cristianismo, que prega Deus como carrasco e que está pronto para descer sua grande mão sobre a sua criação e massacra-la. Gostaria de saber onde se encaixa o amor, tão atribuído a Deus, nessa pregação do pastor Feliciano.