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sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

HBO disponibiliza o primeiro episódio de “Looking”

A série ambiente em San Francisco, uma das cidades mais “gay-friendly” do mundo, conta a história de Patrick (Jonathan Groff), Agustín (Frankie J. Alvarez), e Dom (Murray Bartlett), colocando o cotidiano gay dentro da realidade do mundo atual, o que dificilmente encontramos nas tramas.

Pela tonalidade do primeiro episódio, devemos esperar muitos conflitos sentimentais. Patrick é desing gráfico, que busca uma identificação no amor, seu relacionamento mais longo foi de 5 meses e seus encontros, marcados por sites de relacionamento, não tem sido bem sucedidos. Agustín é um hispânico, que se muda para casa do seu namorado e procura equilibrar a equação relacionamento x liberdade. Dom trabalha como garçon, já está na casa dos 40 anos e está cansando de relacionamentos medianos. 

Existem algumas comparações de “Looking” com “Sex and City”, a única relação está na exploração da vida afetiva das personagens, mas “Looking” não retrata uma vida de glamour, que muitos ainda pensam que é regra no cotidiano gay. 

A serie retrata um universo gay, que muitos héteros não conhecem. O pano de fundo é a vida e os seus dilemas, sem fantasia alguma. Amigos se apoiando e se criticando. Será muito fácil se identificar. Estou aguardando ansiosamente o segundo episódio, da serie de oito que terá nesta primeira temporada.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

“Hoje eu Quero Voltar Sozinho” tem estréia Mundial em Berlim

Assim como muitos, eu também perdi as contas de quantas vezes assisti e me emocionei com o curta-metragem “Eu não Quero Voltar Sozinho”. Viajei o estado inteiro apresentando o “Cine Clube Diversidade”, uma iniciativa da Assessoria de Cultura para Gêneros e Etnias, da Secretaria de Estado da Cultura, no qual o filme fazia parte do programa. Promovemos debates sobre o tema diversidade e inclusão, usando como pano de fundo a história do filme.


O curta-metragem alcançou um sucesso violento pela internet e superou a marca dos 3 milhões de visualizações pelo YouTube, sucesso que resultou num longa-metragem. O filme, com direção de Daniel Ribeiro, narra o cotidiano escolar de Leonardo (Ghilherme Lobo), que possui deficiência visual, com sua melhor amiga e o recém-chegado Gabriel (Fabio Audi), por quem ele se apaixona. 

O drama mostra Leonardo um pouco mais maduro, vivenciando suas superações, não buscando mais a proteção e zelo dos amigos, diferentemente do curta em que foi baseado. Leonardo que conhecer o mundo através de uma viagem de intercâmbio, mas entra em conflito com a chegada de Gabriel. 

No Brasil, a estréia acontece no dia 28 de março, mas antes mesmo do lançamento nacional, o filme vem causando repercussão internacional ,sendo selecionado para participar da 64º edição do Festival de Berlim, que acontece entre os dias 6 e 16 de fevereiro.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Participe do livro "Orgias Literárias da Tribo"

Se você gosta de escrever, tem mais de 18 anos, reside no Estado de São Paulo e faz parte assumidamente de uma das siglas LGBT – Gays, Lésbicas, Bissexuais ou Transgêneros – você pode ser um dos 10 novos autores selecionados pelo escritor Fabrício Viana para compor o livro "Orgias Literárias da Tribo" - Nosso dia dia, desejos e sentimentos. Para isso, entre no site do projeto, leia as regras, preencha a ficha de inscrição e envie suas produções literárias.

O livro é resultado de um projeto criado pelo escritor Fabrício Viana e que conta com o apoio do Governo do Estado de São Paulo, da Secretaria de Estado da Cultura e da Coordenação de Políticas para a Diversidade Sexual do Estado de São Paulo - Programa de Ação Cultural - 2013.

A obra terá contos, poesias e diversos textos ligados ao tema “Nosso dia a dia, desejos e sentimentos” da comunidade LGBT. A seleção dos 10 autores será feita priorizando as produções literárias inéditas e também a sua sinergia e originalidade com o tema proposto.

O período para a entrega do material vai do dia 08/01/2014 até 06/02/2014. Após o término, será publicado no site em até 15 dias corridos a lista dos 10 autores escolhidos. 

Cada autor um receberá 10 livros pela cessão de direitos autorais, participará de dois eventos em São Paulo – um deles é a noite de autógrafos - e terá seu livro comercializado nas principais redes literárias do país, inclusive em alguns comércios específicos da comunidade LGBT. Diferente de algumas coletâneas produzidas no mercado literário, não será cobrado nenhum valor de participação ou para os autores selecionados.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

A Morte do Menino Kaique e o Proselitismo Político da Ministra Maria do Rosário


A morte do menino Kaique Augusto Batista, de 17 anos, no último sábado, tornou-se uma sequência de fatos tristes. O primeiro, evidentemente, é a perda de um jovem que ainda tinha a vida toda pela frente. O segundo fato triste é a irresponsabilidade com que o tema foi tratado por algumas pessoas. 

Mesmo com a recente declaração da mãe de Kaique, que disse ter sido convencida pelas evidências trazidas à luz pela investigação policial de que seu filho cometeu suicídio, não me cabe tirar qualquer conclusão sobre o que realmente aconteceu sem esperar o encerramento da investigação que está ainda em curso. 

Infelizmente, essa não foi a postura da ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Antes de conhecer o curso da investigação, a ministra divulgou uma nota em que afirmou que Kaique foi vítima de um assassinato homofóbico. 

A ministra tem razões para ser obcecada pelos assassinatos homofóbicos no Brasil, uma mancha para o nosso país, que sob os cuidados de Maria do Rosário continuam aumentando, ano após ano. Mas a população LGBT merecia ter à frente desse trabalho alguém mais responsável e consciente da importância do cargo que exerce. 

A homofobia é um assunto sério. A morte de um rapaz de 17 anos, também. Nenhum dos dois poderia ter sido tratado com a leviandade que a ministra demonstrou. Nenhum dos dois poderia ter sido usado pela ministra para fazer proselitismo político. 

Maria do Rosário já é reincidente na prática: em maio de 2013 ela acusou a oposição de ter gerado os boatos sobre o fim do Bolsa Família que causaram uma correria a agências da Caixa, sem esperar as investigações da Polícia Federal, que atestou não haver indícios de prática criminosa na origem dos boatos. 

Temos, no Governo do Estado de São Paulo, uma Coordenação de Políticas Públicas para a Diversidade Sexual e uma Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância, ambas já provaram sua competência em fatos anteriores e estão acompanhando as investigações sobre a morte de Kaique. 

É essa a seriedade que esperamos dos gestores públicos, especialmente frente à morte de um ser humano, e não a macabra busca por um mártir para usar como bandeira política. 

Maria do Rosário já tem outros 338 assassinatos homofóbicos, só em 2013, para explicar. Não precisava inventar mais um.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Sobre Adolescência, Conflitos e Morte

A fase da adolescência é a mais difícil de nossas vidas, lembro de muitos momentos confusos, conturbados e de questionamentos de quem eu era. Depois que tudo passa, percebemos que é uma época mágica, de descobertas que levaremos para o resto de nossas vidas.

Foi na adolescência que descobri a minha homossexualidade, que dei o primeiro beijo numa menina e depois num menino. Também foi na adolescência que tive minha primeira relação sexual, com outro adolescente e junto com essas descobertas, vieram as cobranças se aquilo que eu havia feito era correto, certo aos olhos de Deus. Foi na adolescência que vivi meu primeiro amor e minha primeira desilusão.

Na semana passada fui com minha mãe, irmã e sobrinhos para a praia, olhando para a minha sobrinha, comentei com a minha irmã: “A Larissa está naquela fase, que para nós é uma criança, para os outros é uma moça e ela não sabe quem é”, acredito que essa é a melhor definição para a adolescência. 

No dia 10 de janeiro estreio nos cinemas de todo o Brasil o filme “Confissões de Adolescentes”. Passei minha adolescência inteira assistindo o seriado que deu origem ao longa-metragem, vivi alguns dilemas apresentados no seriado, assim como todos que passam ou passaram por essa fase.

O filme é um grande acerto de marketing. Todos aqueles que viram o seriado já são adultos, alguns com filhos e sobrinhos e que provavelmente irão proporcionar a eles a sensação de assistir e vivenciar alguns dos seus sentimentos que ficaram nessa época tão conturbada para todos.


A adolescência deveria ser basicamente isso: uma fase estranha, de conflitos e sob a proteção e tutela dos pais... Nem sempre é isso que acontece. Um dia após a estréia do filme, Kaique, um adolescente gay foi encontrado morto nas ruas de São Paulo.

Kaique era apenas mais um adolescente, que deveria estar amando e odiando o mundo ao mesmo tempo, mas ele estava numa boate, num ambiente não permissivo para sua idade e nem para idade dos seus amigos. A morte do adolescente envolve um monte de mistérios, na balada, o menino havia perdido a carteira, seus amigos se separaram para ajudar a encontrar os seus pertencentes e depois disso não foi mais visto.

As oportunidades de viver todos os conflitos da adolescência foram tiradas de Kaique, talvez bem antes da sua morte. Entrei na página do Facebook da Pzá, festa onde Kaique estava antes de sua morte, e fiquei estarrecido com o que vi. Adolescentes com aparência de 12, 13, 14 anos com bebidas, num mesmo ambiente com pessoas maiores de idade.

Na internet, montaram uma página com o tema “Quem Matou Kaique?”. Kaique foi morto por todos nos, pela sociedade, pela ordem vigente. A balada onde Kaique estava, que serve bebidas alcoólicas para menores de idade, também é co-responsável pela sua morte, assim como a ausência dos seus tutores legais.  A falta de políticas públicas para a população LGBT, o veto do Kit-anti-homofobia, assim como a desconfiguração e o enterro do PLC  122 também são responsáveis pela morte do menino.

Kaique era um adolescente de apenas 16 anos, perambulando pelas ruas de São Paulo, que se tornou mais um numero nas estatísticas de violência do Brasil.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Vereador Floriano Pesaro concede entrevista ao Site PapoMix

O Vereador Floriano Pesaro concedeu entrevista ao site PapoMix, onde foi abordada a aprovação da lei 15.900/2013, que inclui no Calendário Oficial de Eventos da Cidade de São Paulo o Dia Municipal de Combate a Homofobia, Lesbofobia e Transfobia.

Na entrevista, também foi destacada toda a atuação do Floriano Pesaro frente a Comunidade LGBT na Secretaria Municipal de Assistência Social, quando criou o Centro de Referência da Diversidade e demais projetos apresentados em seu primeiro mandato como vereador. Floriano também falou sobre a Linha do Tempo LGBT, material criado pelo seu mandato, mostrando suas principais ações e projetos de leis.





segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Inclusão e Cidadania: Menina canta em libras para os pais deficiêntes auditivos

Os maiores de exemplos de cidadania e inclusão vem de berço. Fiquei emocionado com o gesto da menina, que pensou exclusivamente no bem estar dos seus pais e fez uma performance em libras para eles, que acabou sendo vista pelo Mundo inteiro.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Agora é Lei: Dia Municipal de Combate à Homofobia no Município de São Paulo

Agora é lei. Desde a última quinta-feira, 14 de novembro, o município de São Paulo tem oficialmente seu Dia Municipal de Combate à Homofobia. O projeto do vereador Floriano Pesaro (PSDB-SP) que cria o Dia Municipal de Combate à Homofobia, Lesbofobia e Transfobia, a ser comemorado em 17 de maio, foi promulgado. 

O dia 17 de maio foi escolhido porque neste dia, em 1990, a Organização Mundial de Saúde tirou o homossexualismo do CID - Classificação Internacional de Doenças, declarando que as relações homoafetivas não se caracterizam como distúrbios mentais. Agora o Dia faz parte do Calendário Oficial de Eventos da Cidade de São Paulo. 

Abaixo a íntegra do documento: 

LEI Nº 15.900 DE 11 DE NOVEMBRO DE 2013
(PROJETO DE LEI Nº 128/12) 
(VEREADOR FLORIANO PESARO - PSDB) 

Altera a Lei nº 14.485, de 19 de julho de 2007, com a finalidade de incluir no Calendário Oficial de Eventos da Cidade de São Paulo o Dia Municipal de Combate à Homofobia, Lesbofobia e Transfobia, a ser comemorado no dia 17 de maio e dá outras providências. 

José Américo, Presidente da Câmara Municipal de São Paulo, faz saber que a Câmara Municipal de São Paulo, de acordo com o § 7º do artigo 42 da Lei Orgânica do Município de São Paulo, promulga a seguinte lei: 

Art. 1º Fica acrescido inciso ao art. 7º da Lei nº 14.485, de 19 de julho de 2007, com a seguinte redação: 

“17 de maio: o Dia Municipal de Combate à Homofobia, Lesbofobia e Transfobia, a ser comemorado com o objetivo de combater o preconceito e conscientizar a sociedade sobre a importância da igualdade de direitos.” 

Art. 2º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. 

Câmara Municipal de São Paulo, 12 de novembro de 2013.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Documentário revela trajetória da escritora Cassandra Rios

Com lançamento previsto para 31 de agosto, o documentário “Cassandra Rios: a Safo de Perdizes” promete ser um documento sobre uma das homossexuais maisexpressivas do País.

Perseguida pela ditadura militar, sob alegação de pornografia, a paulistana Cassandra Rios é relembrada nas telas pela realizadora Hanna Korich. O documentário, selecionado em concurso do ProAC (Programa de Ação Cultural), da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, traz depoimentos de pessoas que, de alguma forma, fizeram parte da vida de Cassandra, como a sobrinha Liz Rios, a atriz Nicole Puzzi, a escritora Lúcia Facco, o editor Maxim Behar, o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/SP, Dr. Martim Sampaio, entre outras personalidades.

Um dos objetivos do documentário, de acordo com Hanna Korich, é retratar os momentos mais importantes da carreira da escritora, mostrando seu embate com as forças da censura e sua velhice solitária, e o avanço do reconhecimento das minorias sexuais. “Ela chegou a presenciar as primeiras Paradas LGBT de São Paulo”, lembra a realizadora, que acrescenta: “É também uma homenagem à sua ousadia e pioneirismo para as lésbicas brasileiras.”

O projeto de “Cassandra Rios: a Safo de Perdizes” nasceu do desejo de não apenas relembrar a trajetória da escritora, mas também apresentá-la às gerações atuais. “Cassandra foi a primeira autora a abordar o lesbianismo de forma aberta na literatura brasileira, tendo começado a publicar em 1948, e a primeira também – espantosamente – a falar da mulher como um ser sexual, que tinha desejo”, conta Hanna. Para a realizadora, o documentário é dirigido “a todos os jovens que nunca ouviram falar dela e também aos mais velhos, que lembram mas faz tempo que não pensam nela”. “Está mais do que na hora de começarem a repensar a contribuição heroica que essa mulher fez ao movimento LGBT e à literatura em geral”, defende.

Outro importante aspecto abordado no documentário é o fato de Cassandra Rios ter sido perseguida durante a ditadura militar. Como destaca Hanna Korich, “Cassandra Rios foi a escritora brasileira mais censurada pela ditadura, com 36 livrosapreendidos, o que levou à sua bancarrota e ao fechamento de sua livraria”. A realizadora acrescenta que Cassandra não teve apoio nem mesmo dos intelectuais. “Ela teve o apoio de poucos, como Jô Soares, que a entrevistou em 1990, e de Jorge Amado, que a considerava ótima escritora”, revela Hanna.

Bestseller absoluta nas décadas de 60 e 70, com mais de um milhão de exemplares vendidos de uma obra, Cassandra Rios faleceu em São Paulo, aos 69 anos de idade, em 8 de março de 2002. “Cassandra Rios: a Safo de Perdizes” traz à tona a audácia da escritora durante os anos de chumbo e sua importância para a literatura brasileira.

Um dos depoimentos mais emblemáticos é o da sobrinha de Cassandra, Liz Rios, que revela que a censura teve um impacto enorme sobre a carreira da paulistana, autora de títulos como “A Tara”, “Tessa, a Gata”, “Volúpia do pecado”, “A paranoica”, entre outros.

Importante também é a entrevista com o advogado e representante da Comissão de Direitos Humanos da OAB-SP, Dr. Martim Sampaio, que declara que já enviou ofícios àscomissões da verdade denunciando as perseguições descabidas à Cassandra, e o depoimento de Eliane Robert Moraes, professora de Literatura Brasileira da USP, crítica literária e escritora, que entrevistou Cassandra para uma revista feminista, a “Mulherio”, e conta que ficou impressionada com a ousadia e amargura da autora.