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terça-feira, 19 de outubro de 2010

Porque não Voto em Dilma Rousseff: A Candidata Duas Caras

Dilma, a candidata que inicialmente defendia a união civil de homossexuais e o aborto, voltou atrás para agradar os evangélicos, a ala mais conservadora do nosso país e como se não bastasse, escreveu uma carta-aberta a população, reafirmando sua posição que antes era contrária, negando-se a apoiar projetos que visam os direitos dos LGBTs.

No texto, a candidata diz que sendo ‘eleita presidente da República, não tomarei a iniciativa de propor alterações de pontos que tratem da legislação do aborto e de outros temas concernentes à família e à livre expressão de qualquer religião no País’, afirma. Além da resistência de Dilma em assinar a carta, a avaliação da campanha foi de que, ao se posicionar contra o casamento entre homossexuais, a candidata corre risco de perder mais votos do que ganhar.

‘Sou pessoalmente contra o aborto e defendo a manutenção da legislação atual sobre assunto’, continua Dilma, defensora, no passado, da descriminalização da prática e a discussão do tema como questão de saúde pública. ‘Acho que tem de haver descriminalização do aborto. O fato de não ser regulamentado é uma questão de saúde pública. Não é uma questão de foro íntimo, não.’, disse, em entrevista à Folha, em 2007.

A petista comenta ainda sobre o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH3), o qual diz ser apenas ‘uma carta de intenções’. Lançado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva no fim do ano, o plano propõe, entre outras ações, a descriminalização do aborto e operação de troca de sexo em hospitais conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS). ‘O PNDH3 é uma ampla carta de intenções, que incorporou itens do programa anterior. Está sendo revisto e, se eleita, não pretendo promover nenhuma iniciativa que afronte a família’, assegura Dilma.

A candidata do PT não consegue ter uniformidade em suas ideias, está comprometida apenas com a sua candidatura e quer isso a qualquer custo. Dilma não tem história, não sabemos a sua atuação política na época da ditadura e foi construída com a finalidade de suceder o poder, pois a candidata não tem experiência com a vida política, nunca foi vereadora, deputada, senadora, prefeita, enfim, nunca passou pelas urnas. Não devemos deixar chegar ao poder uma candidata que tem apenas a recomendação de outro político em seu histórico, aqui em São Paulo temos um caso clássico que exemplifica isso, mas parece que o povo se esqueceu do Pitta, que fez tão mal a São Paulo e foi recomendado pelo Paulo Maluf.

8 comentários:

FOXX disse...

mas e minha pergunta? vai rolar de ser respondida?

Marcos Freitas disse...

Sim, vou adorar fazer uma critica da gestão Serra e Alckmin no Estado e municipio de São Paulo.

Tereza disse...

Tomara que o Serra ganhe.

Anônimo disse...

O que foi aquilo (Silas Malafaia!) dia 16/10, na propaganda eleitoral de José Serra? Não foi você mesmo, em um dos seus posts mais lidos aqui, que escreveu sobre o pastor movido pelo ódio??? Serra e Dilma são iguais, daqui há quatro anos você me dará razão, não se defende o que é errado, e muito errado.

Marcos Freitas disse...

Anônimo,

Sim, um dos posts mais lidos no meu blog é "O Pastor Movido pelo Ódio", fiz esse post por conta das declarações homofobicas do Pastor Silas Malafaia, mas essa questão não tem nada a ver com o fato do mesmo pastor apoiar José Serra para presidente.

O Pastor deu o seu apóio como membro da sociedade civil, da mesma forma que eu dou apóio ao Serra. No programa eleitoral do Serra e na mídia, não foi abordado nenhum tema que remete a campanha de Serra com homofobia, muito pelo contrário, Serra, no mesmo dia que a Dilma assinou com a igreja uma carta se comprometendo não aprovar nenhuma matéria que ameaçe a família, José Serra se declarou favorável aos direitos civis dos homossexuais.

José Serra é um homem de visão, um administrador para todos. Em São Paulo, um dos Estados mais avançados na questão dos direitos humanos e adminsitrado há mais de 20 anos por políticos do PSDB, tem políticas públicas pioneiras para o cidadão LGBT, como o primeiro orgão que lida com a Diversidade Sexual, a Cads. Foi também na gestão do José Serra que a lei 10.948 foi regulamentada, colocando São Paulo como um dos primeiros Estados da federação a criminalizar a homofobia.

O Brasil precisa de José Serra, para levar os avanços de São Paulo nas questões dos direitos humanos, para todo o Brasil. Com José Serra, o Brasil pode mais.

Anônimo disse...

não, senhor passageiro do mundo, tem diferença muito grande em um crápula querer nos apoiar em algo e voce aceitar, alem de aceitar usar esse apoio no seu programa de tv para ganhar votos. ai está o grande diferencial. voce, passageiro, aceitaria e usaria o apoio de um assassino? por que para mim quem estimula a homofobia é assassino.

Anônimo disse...

http://www.igrejacontemporanea.com.br/j15/index.php?option=com_content&view=article&id=463:criou-deus-macho-que-prefere-macho-e-femea-que-prefere-femea&catid=17:artigos&Itemid=72

Marcos Freitas disse...

Anônimo,

Gostaria que você se identifica-se, me sentiria mais à vontade em saber com quem estou falando.

Em primeiro lugar eu não sou o candidato e nem da cúpula da campanha de José Serra, então não cabe a mim dizer se o apoio é aceitável ou não, digo o que sei. Silas Malafaia é um líder religioso, apoiou o Serra e em nenhum momento esse apoio foi usado para agredir ou desqualificar o movimento LGBT.

A candidata a sucessão do governo também recebeu apoio de inimigos do movimento homossexual, como Marcelo Crivela e Magno Malta, entretanto, esse apoio foi com o intuito de desestabilizar o movimento LGBT, com a carta da candidata se comprometendo não apoiar nenhuma matéria que vai de contramão aos princípios da família, em meias palavras a candidata não vai apoiar políticas públicas para os LGBTs caso seja eleita.

Eu, Marcos Freitas, caso estivesse numa posição de receber apoios, não receberia o apoio do Silas Malafaia, até porque eu não iria articular com ele, mas isso não me impede de ser apoiado por outros lideres religiosos que eu não tenho nenhuma restrição a respeito.

A discussão tem que ser focada de que forma o apoio está sendo usado. Serra usou o apoio do Malafaia como o de um membro da sociedade civil, diferente da Dilma que usou o apoio fechando acordos que prejudicam grupos e políticas públicas para a nação.