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domingo, 7 de novembro de 2010

A Triste Despedida da Mãe do Ademir

Conheço o Ademir há mais de 10 anos. Ele é  um dos meus melhores amigos, esteve presente em muitos momentos importantes da minha vida, sempre dividindo alegrias e tristezas. Nesses vários anos de amizade, foram várias viagens para a praia, varias noitadas em muitas baladas e muitas confidencias trocadas. Conheço quase toda a sua família, assim como ele conhece boa parte da minha. Sempre fui muito bem recebido pelas seus pais, principalmente pela mãe, que sempre foi muito receptiva e comunicativa.

Quando o meu telefone tocou, na manhã de sexta-feira, imaginei que algo estava errado. Depois de cumpridas as  formalidades ao atender um telefone, ele foi logo dizendo com a voz embargada que a sua minha havia mãe falecido. Eu fiquei sem palavras, disse que sentia muito e anotei o nome do cemitério e endereço do velório. Parei tudo o que estava fazendo e fui ao encontro do meu amigo, nesse que com certeza foi um dos dias mais tristes de sua vida.

Sai de Arujá e fui para Diadema, cheguei na igreja, que a mãe do meu amigo frequentava, por volta das 13 horas. Ele estava na porta, dei um abraço apertado nele, disse que sentia por sua perda e que estava ali, com ele. A igreja estava lotada, mostrando que a mãe do meu amigo era muito querida naquela comunidade. Foi um velório muito triste, com muitos depoimentos de parentes e amigos, ressaltando a pessoa importante que havia falecido.

Ela estava lutando contra o câncer há muito tempo e dos seis meses pra cá, a sua situação ficou muito complicada. Na quinta, ela foi internada com um quadro agravado, não resistiu, porém lutou bravamente. Com 61 anos, deixou filhos, netos, esposo, amigos e familiares inconsoláveis, mas fato é: ela descansou, agora está em paz e não sofre mais.

O enterro foi num cemitério muito bonito, chamado "Vale da Paz", em Diadema. No cemitério tem um viveiro de pássaros bem grande e um lago com vários patos. Cerca de 100 pessoas acompanharam o sepultamento, fiquei por perto do Ademir, numa distancia boa para lhe dar privacidade, mas não longe o bastante para que se sentisse sozinho. Após sua mãe ser aplaudida, quando o caixão desceu a cova, meu amigo não resistiu as cenas e se isolou, fui atrás e fiquei ao seu lado, em silêncio.

Tenho medo de passar por esse momento, a dor de perder uma mãe deve ser violenta. Perder aquela que é a motivação de nossas vidas, que nos gerou, nos ensinou a dar os primeiros passos e carinhosamente nos levantou dos primeiros tombos. Nunca estamos preparados para tal perda, essa dor nunca é minimamente suportável. Perder uma mãe é perder todos os referenciais de uma vida, é um luto que carregaremos para o resto de nossas vidas.

Desejo forças para o meu amigo. O momento do velório e enterro é carregado de muito sofrimento, mas sabemos que os momentos seguintes são os piores. Momentos ao entramos em casa e vermos que aquele lugar predileto no sofá, não será mais ocupado pelo ente querido, que alguns itens que sempre haviam na geladeira, não serão mais vistos e que o carinho e prestatividade desempenhados por aquela que lhe deu a vida, fará parte apenas das melhores lembranças. Espero que o meu amigo seja forte e encarre tais momentos com coragem e lembre-se sempre da grande mulher que foi a sua mãe.

2 comentários:

FOXX disse...

é
as vezes a gente só precisa mesmo de alguém a nosso lado...

Ale Foca disse...

Acho que vc fez o que deveria ser feito.

Perdi minha mãe em 25/10 e todos os amigos tiveram sua atitude, de manter-se na distância "segura" e ainda estão fazendo isso.

Mantenha a distância necessária para que ao menor sinal, vc possa estar ao lado dele para apoia-lo.

Abraços