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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Meu Show Preferido em 2010



Em meados de Dezembro de 2009, quando oficialmente a cantora Beyoncé anunciou que faria shows no Brasil, eu comcei a me programar para assistir. Por diversar vezes a mídia divulgou que a diva viria ao Brasil, mas dessa vez era diferente, a fonte da informação era o Twitter de um dos seus assessores. Dias após, mais noticias e desta vez falando de uma possivel abertura dos shows pela Ivete Sangalo, que imediatamente foi negado pela assessoria de imprensa da cantora baiana, mas passou mais algum tempo e a informação foi divulgada oficialmente, Ivete Sangalo abriria os shows de Beyoncé em São Paulo e Salvador.

A dimensão que o evento seria foi confirmada no dia em que as bilheterias do Estádio do Morumbi foram abertas para a vendo dos ingressos. As filas em frente ao Estádio estava quilometricas e às 6 horas da tarde, quando a venda de ingressos foram encerradas, muito fâs ficaram decepcionados por não terem conseguido comprar suas entradas, alguns voltaram para casa, outros dormiram na fila e compraram os ingressos no outro dia.

Depois de tanto sufoco para comprar ingressos, de nada adiantaria se não ficasse em bons lugares, cheguei ao estádio de madrugada, aproximadamente 12 horas antes de abrirem os portões. Na fila, havia aproximadamente 600 pessoas em minha frente, tinham pessoas que estavam acampadas no local desde domingo (31/01), o show foi no sábado (06/02), um exagero de precaução, mas fã é fã e ter um lugar garantido na grade, não tem preço.

Quando amanheceu, a situação ficou critica. Papelões, guarda-chuvas e guarda-sóis não foram suficientes para amenizar o calor que fazia em São Paulo, pensei que havia exagerado ao levar um cooler com 24 latinhas de sucos, águas e refrigerantes, mas todas foram consumidas no decorrer do dia. Pela manhã, a torcida era para que não chover, mas a tarde o clamor era outro, precisávamos nos refrescar a qualquer custo, mas a chuva não veio enquanto estávamos na fila e tivemos que agüentar o forte sol que se firmou durante toda à tarde.

Os portões do estádio foram abertos por volta das 15 horas, à correria foi generalizada para a obtenção do melhor lugar, tudo para garantir o melhor ângulo de um show inédito e esperado no Brasil. Assim como já estava previsto, o palco era o mesmo que a cantora se apresentou em Florianópolis, com uma passarela que dividia a pista Premium praticamente ao meio, só que por ignorância, falta de estratégia e imbecilidade, a organização do evento deixou a parte esquerda da pista vip fechada para primeiro encher o lado direito para só depois abrir o lado esquerdo.

É obvio que a galera não deixou barato e a multidão foi reclamar com os seguranças, um bando de brutamontes, que começaram a agredir o público por exigirem o melhor lugar pelo fato de estarem a horas na fila, enfrentando um sol escaldante. Quando a aglomeração de fãs querendo entrar do lado esquerdo ficou muito grande, eles liberaram a área, mas assim mesmo agrediram alguns fãs que correram para ficar na grade. O que aconteceu no show da Beyoncé foi um absurdo, os seguranças agrediram o público, faltando com respeito aos que pagaram 600 reais para ficarem num lugar “privilegiado”.

Apesar dos contratempos com os seguranças, consegui ficar em local bacana. O sol escaldante ainda estava firme e a organização novamente pecou na questão da venda de água, pouquíssimas pessoas vendendo, muitos não conseguiram comprar. Em coro a galera gritava água, água, água, água... Enquanto as nuvens davam sinais que uma forte chuva estava por vir, chuva que foi comemorada por todos quando chegou, porém ela começou a se intensificar e em poucos minutos os chuviscos comemorados virou uma tempestade.

Os trovões começaram e a galera em coro pediu para que todos fechassem os guarda-chuvas, ordem que foi revogada quando os granizos começaram a fazer parte da tempestade e em meio aos gritos da multidão uma menina que estava ao meu lado olhou para a sua amiga e disse: "Na boa, abre o guarda-chuva". O que era refrescante no inicio, tornou-se insuportável, ao meu lado um cara começou a ter uma crise de hipotermia que se amenizou quando um amigo carinhosamente o abraçou para aquecê-lo.

Devido à forte chuva, os telões do show foram danificados e o forro das grades que sustentavam os telões foram arrancados com a força do vento. O palco estava completamente molhado e a produção do evento começou a retirar toda a aparelhagem que estava posta. Vários técnicos conversavam no palco, alguns visivelmente alterados olhavam para o céu, que ainda tinham nuvens carregadas.

Sob o medo de show ser cancelado, um pequeno coro a minha frente começou a cantar: “Remember those walls I built / Well, baby they're tumbling down / And they didn't even put up a fight / They didn't even make up a sound” esse coro começou a contagiar a todos e em poucos segundos e estádio inteiro estava cantando: “Do your halo halo halo / I can see your halo halo halo / Do your halo halo halo / I can see your halo halo halo”... Vi quando um segurança comentou: “Você está vendo isso? Depois de sol e chuva essas pessoas ainda encontram forças para cantar”. Imagino que a Beyoncé se emocionou quando ouviu do seu camarim 60 mil pessoas cantando a capela uma de suas músicas de maior sucesso.

Instantes após, a produção começou a secar o palco, arrumar os telões e voltar os instrumentos para o palco. A galera veio ao delírio quando os “backvocals” da Ivete entraram no palco e minutos depois as mais de 60 mil pessoas que estava no Morumbi foram ao delírio com o pré-carnaval promovido por Ivete Sangalo. O auge da apresentação da baiana foi quando ela cantou “não quero dinheiro” de Tim Maia, lembrei da minha irmã e imaginei que ela iria ao delírio se estivesse lá, pois ela é super fã da Ivete e do Tim Maia. Por conta da chuva, a abertura da cantora brasileira foi reduzida para 45 minutos, o que deixou o público frustrado, Ivete deixou o palco do Morumbi sendo ovacionada, mas por pouco segundos, pois logo em seguida o estádio inteiro pedia por Beyoncé.

Minutos depois, às 22hs20min, as cortinas do palco se abrem lentamente, mostrando apenas a silhueta de Beyoncé no palco com a introdução da música "Deja Vu" e em seguida a diva embala na música "Crazy In Love" e "Naughty Girl". O público foi ao delírio e o que antes era cansaço, virou motivação. Inexplicavelmente eu que estava na terceira fileira, fiquei de frente para a grade (outras pessoas devem ter dito que inexplicavelmente elas saíram de frente das grades) e curti o show da diva no lugar mais disputado do estádio.

Beyonce encerrou o show movida de muita emoção, cantou “Halo” chorando e disse que aquele era o maior show da história de sua carreira. Tenho certeza que o Brasil será visto com outros olhos na hora de traçar as turnês da cantora e que ela jamais se esquecerá do calor humano que os fãs brasileiros lhe transmitiram. Espero que a diva volte ao Brasil em suas próximas turnês, só não sei se enfrento novamente toda essa maratona para ficar na grade de novo.


#MemeDasAntigas – Um Inventário de 2010.

3 comentários:

André Mans disse...

Que relato emocionado... eu jamais teria passado o que vc passou e olha que pro show da Madonna fiquei na grande mas cheguei ás 17hs.... por incrível que pareça estava sussa.

E que ela volte né?
Agora para eu poder ir tb.

Bj

FOXX disse...

é
eu qria ter ido...

Marcos Freitas disse...

André,

No show da Madonna eu também consegui ficar na grade e cheguei lá umas 15 horas da tarde. Digo isso pra todo mundo e ninguém acredita, mas o show da Beyoncé estava muito mais cheio que o da Madonna, a área vip estava insuportável, no da Madonna não, as pessoas conseguiam circular.