Pesquisar este blog

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Beijaço Contra a Homofobia na Ofner

Um casal de gays foi vitima de homofobia na rede de docerias Ofner, uma das mais tradicionais de São Paulo. Eles tomavam um café ao lado de uma amiga, na unidade localizada na Alameda Campinas, em São Paulo, quando se abraçaram e foram repreendidos por um segurança. Juntos há sete meses, eles entraram com uma ação indenizatória por danos morais contra a empresa.

De acordo com Lucio Henrique Serrano, após trocar um abraço com o namorado, um segurança os maltratou e os repreendeu na frente de outros clientes, dizendo que ali não era permitido carinhos entre homens. “Ele disse que ali era um lugar de respeito, frequentado por pessoas de família e não de bichas”, lembra Lucio, que pediu para o segurança chamar o gerente, o que foi negado, com justificativa de que estava apenas recebendo ordens. “O gerente veio e questionou nossa postura. Mas ao nosso lado havia uma menina sentada no colo do namorado. Depois ele viu o que estava fazendo, a homofobia que estávamos sendo vítima, e tentou se desculpar

Lucio Henrique Serrano
O casal alega ter se sentido extremamente envergonhado com a repreensão, principalmente por não estarem de fato se beijando ou trocando calorosas carícias. “Foi apenas um abraço”, reafirmou. Eles abriram um Boletim de Ocorrência e querem entrar com um processo criminal, danos morais e administrativo. “Sentimos muito envergonhados, pois a Ofner inteira ficou olhando”, disse ele, que não pretende deixar que o caso caia no esquecimento. “Não vamos deixar quieto porque não queremos que isso volte acontecer com outras pessoas.”

O gerente comercial da Ofner, Laury Roman lamentou o caso e disse que não faz parte da política da empresa discriminar pessoas, sejam elas pertencentes a qualquer grupo ou minoria. “Não tem cabimento segregar, maltratar ou perder clientes. Temos várias reuniões e falamos sobre as mudanças sociais, as quais não podemos julgar, temos que aceitar.” Ele disse que, no caso em questão, o gerente, ao receber reclamações de outros clientes, acabou agindo de uma maneira contrária ao que é recomendado pela empresa.

Motivados pela homofobia e intolerância promovida pela Ofner, o mesmo grupo de organizou a manifestação contra o ato de homofobia do chanceler do Mackenzie, organiza um beijaço na Ofner. O protesto também irá ressaltar a necessidade da aprovação do PLC 122, projeto de lei que pune a homofobia em todo o território nacional e que está parado no senado desde 2006. Em São Paulo, temos a lei 10.948 e com base nessa lei, a atitude da doceria Ofner é crime e ela deverá ser punida.

As manifestações na Ofner não se restringirão apenas aos beijos, quem estiver solteiro, até pode encontrar outro solteiro para beijar por lá e depois podem ir numa rede de doceria mais interessante e tolerante. Quem não quiser beijar, leve vuvuzelas, dê um aperto de mão em quem estiver ao lado ou um abraço gostoso nos amigos e gritem “não homofobia, mais cidadania” bem alto, não só para a Ofner ouvir, mas para todos os seus vizinhos. Chega de homofobia, gays merecem respeito.

Serviço:

Beijaço Contra a Homofobia da Ofner e pela Aprovação do PLC 122
Al. Campinas, 1160 - esquina com a Rua Batataes, 429 – São Paulo
12 de dezembro de 2010 – às 18 horas

5 comentários:

Evandro Oliveira disse...

Isso mesmo, precisamos agir, processar por danos morais, essas pessoas e empresas preconceituosas precisam saber que temos dinheiro e somos consumidores.

http://www.sabordaletra.blogspot.com/

FOXX disse...

tem q fazer mesmo movimento
mas não sei se teria coragem de participar de um beijaço...

Hugo de Oliveira disse...

que postura ridícula desse gerente viu.


abraços

Anônimo disse...

e entao... houve mesmo o manifesto?? tem noticias de como foi??

hiper ridiculo em pleno seculo 21 sermos "obrigados" a fazer esse tipo de coisa.... Daki a pouco vamos ensinar os HT´s a fazer fogo pq parece q a coisa ta voltando para o tempo das cavernas ao inves de evoluir.... ¬¬ ....

Mas nós conseguimos.... os gays arrazam rsrs...

Marcos Freitas disse...

Thiago,

Não fui no beijaço, mas acredito que aconteceu sim.

Abraços

Marcos Freitas